Quem já viu um contador (daqueles de sinuca ou de brinquedo), sabe que ele está dividido em fileiras, cada uma com dez contas. Há duas maneiras de registrar valores num contador:
No ábaco japonês moderno, em cada coluna há uma porção inferior, com quatro contas, e uma porção superior, com uma conta. As contas inferiores (ichidama) têm cada valor 'um'; as superiores (godama), 'cinco'. Se não houver contas encostadas na barra central (hari), que separa as duas porções, diz-se que o soroban está zerado. (nomenclatura)
A coluna das unidades, independente da classe (unidade, milhar, milhão), será sempre uma das colunas com um ponto de referência sobre a barra central (primeira coluna à esquerda, no soroban adaptado). A escolha do ponto de referência a ser usado é livre, mas dependendo às vezes de quantas casas decimais ocupará a resposta.
O número '1', por exemplo, é registrado movendo-se uma conta inferior para junto da barra central, logo abaixo do ponto; o número '2', duas contas; o '3', três contas; o '4', quatro contas.
| 0 | 1 | 2 | 3 | 4 |
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O número '5' é registrado movendo-se apenas a conta superior para junto da barra central. Os números de '6' a '9' são compostos pelas contas inferiores e superiores, ou seja, movem-se a conta superior e seu complemento em contas inferiores.
| 5 | 6 | 7 | 8 | 9 |
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As demais ordens (dezena, centena, unidade de milhar etc.) são registradas à esquerda, como na escrita indo-arábica.
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Além disto, o registro de valores é feito sempre a partir da maior ordem, como na escrita. Fazê-lo de outra forma tornaria impossível acompanhar um ditado, por exemplo.